Esta palavra tenta abranger tudo que essa bebida pode representar ao universo dos sentidos das pessoas que se dedicam a experimentar uma cerveja produzida fora das gigantes produtoras em massa.
Drinkability é um termo subjetivo que determina se uma cerveja é “bebível”, e por isso mesmo não é considerada atributo de avaliação já que depende da percepção que cada um vive a cada gole.
Termo similar existe em francês. O chamado Terroir que resume todas as características que uma determinada região transfere ao seu vinho, o que o torna único no planeta.
Voltando à cerveja, depois de quase 30 dias, chegara o nosso momento de curtir nossa produção.
Desta vez, acompanhado pelo Cervejeiro Artesanal João Zugliani, que nos brindou com conhecimentos valiosos.
Luiz Claudio, André e João Zugliane, na preparação de uma remessa de Pale Ale – Uma verdadeira aula sobre produção de cerveja.
Ao abrir da primeira garrafa e ouvir a vontade do dióxido de carbono (CO2) sair da garrafa, nos animamos com o possível resultado. Foi o anúncio de bons resultados à frente. O primeiro brinde aos ouvidos.
A análise começou pela aparência, ou abusando do trocadinho seria “beber com os olhos” ?
A espuma se apresentou com respeito, ocupando boa parte do copo e servindo de boas vindas, mostrando que até aquele momento, tudo estava conforme esperado.
Existe uma tabela de cores utilizada na indústria cervejeira para determinar a classificação da cerveja. A chamada Standard Reference Method (SRM), conforme figura abaixo.
Nossa bebida ficou com o SRM 6-9 (âmbar).Essa cor mais densa deve-se a problemas que experimentamos durante a filtragem a qual nos obrigou a atrapalhar a vida do mosto.
Após o primeiro gole, o silêncio e então a sensação do dever cumprido, mesmo que abençoados pela sorte dos principiantes.
O amargor estava bem presente e o teor alcoólico mais pronunciado do que desejávamos, por volta de 7% que deixou a bebida com paladar bem particular, porém bem interessante para quem aprecia cervejas especiais.
Ficamos bastante surpresos e animados com o nosso resultado. Mas que a verdade esteja presente. Hoje em dia é fácil qualquer pessoa produzir cerveja, desde que aconteça o mínimo de dedicação.
Existe literatura à vontade em todos os meios e também facilidade de aquisição dos equipamentos e matérias-prima.
Com este conjunto de elementos somados às boas amizades, vontade e disposição, não tem como dar errado.
Mais um detalhe importante, em tempos de sustentabilidade. O subproduto da produção de cerveja é a cevada moída e fervida, que pode ser utilizada para diversos fins. E como não entramos nessa por brincadeira, seguimos esse conceito a fundo.
O Sr. Luiz Claudio (ou esposa) produziu um pão de cevada com um sabor delicioso, o que também estimulou a buscar outras receitas para utilizar a cevada das próximas brassagens.
Posso falar com orgulho “Isso sim é sustentabilidade” !!
Temos um breve registro videocliptico no "Primeiro Gole"
As próximas etapas: Cerveja de Trigo, Pale Ale e Ale defumada. PROST !
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