terça-feira, 8 de novembro de 2011

Drinkability !

Esta palavra tenta abranger tudo que essa bebida pode representar ao universo dos sentidos das pessoas que se dedicam a experimentar uma cerveja produzida fora das gigantes produtoras em massa.

Drinkability é um termo subjetivo que determina se uma cerveja é “bebível”, e por isso mesmo não é considerada atributo de avaliação já que depende da percepção que cada um vive a cada gole.

Termo similar existe em francês. O chamado Terroir que resume todas as características que uma determinada região transfere ao seu vinho, o que o torna único no planeta.

Voltando à cerveja, depois de quase 30 dias, chegara o nosso momento de curtir nossa produção.

Desta vez, acompanhado pelo Cervejeiro Artesanal João Zugliani, que nos brindou com conhecimentos valiosos.
 
Luiz Claudio, André e João Zugliane, na preparação de uma remessa de Pale Ale – Uma verdadeira aula sobre produção de cerveja.

Ao abrir da primeira garrafa e ouvir a vontade do dióxido de carbono (CO2) sair da garrafa, nos animamos com o possível resultado.  Foi o anúncio de bons resultados à frente. O primeiro brinde aos ouvidos.

A análise começou pela aparência, ou abusando do trocadinho seria “beber com os olhos” ?

A espuma se apresentou com respeito, ocupando boa parte do copo e servindo de boas vindas, mostrando que até aquele momento, tudo estava conforme esperado.

Existe uma tabela de cores utilizada na indústria cervejeira para determinar a classificação da cerveja. A chamada Standard Reference Method (SRM), conforme figura abaixo.


Nossa bebida ficou com o SRM 6-9 (âmbar).Essa cor mais densa deve-se a problemas que experimentamos durante a filtragem a qual nos obrigou a atrapalhar a vida do mosto.


Após o primeiro gole, o silêncio e então a sensação do dever cumprido, mesmo que abençoados pela sorte dos principiantes.

O amargor estava bem presente e o teor alcoólico mais pronunciado do que desejávamos, por volta de 7% que deixou a bebida com paladar bem particular, porém bem interessante para quem aprecia cervejas especiais.

Ficamos bastante surpresos e animados com o nosso resultado. Mas que a verdade esteja presente. Hoje em dia é fácil qualquer pessoa produzir cerveja, desde que aconteça o mínimo de dedicação. 

Existe literatura à vontade em todos os meios e também facilidade de aquisição dos equipamentos e matérias-prima. 

Com este conjunto de elementos somados às boas amizades, vontade e disposição, não tem como dar errado.

Mais um detalhe importante, em tempos de sustentabilidade. O subproduto da produção de cerveja é a cevada moída e fervida, que pode ser utilizada para diversos fins. E como não entramos nessa por brincadeira, seguimos esse conceito a fundo.


O Sr. Luiz Claudio (ou esposa) produziu um pão de cevada com um sabor delicioso, o que também estimulou a buscar outras receitas para utilizar a cevada das próximas brassagens.

Posso falar com orgulho “Isso sim é sustentabilidade” !!

Temos um breve registro videocliptico no "Primeiro Gole" 






 As próximas  etapas: Cerveja de Trigo, Pale Ale e Ale defumada. PROST !

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