Todos sabem que o pão é feito de grãos, mas nem todo apreciador regular de cerveja conhece o ponto de partida desta bebida, muito menos que este singelo cereal devidamente provocado libera o inebriante extrato que formará a alma da cerveja.
A cerveja como o vinho, o queijo e o pão, deve seu caráter ao processo de fermentação, que consiste basicamente em submeter o mosto à levedura – um fungo microscópico.
As leveduras estão em toda a parte, vagando pelo ar. Tanto que na Bélgica até hoje existem cervejas chamadas “selvagens”, onde não se adiciona fermentos químicos ao mosto e sim, o mesmo é exposto ao ar naturalmente, através das janelas abertas da cervejaria.
Cervejarias com esse processo na Bélgica estão no Vale doZenne, e sua variação é conhecida como “Cerveja Lambic”, apresentando um sabor seco e vínico muito distinto e com acidez que persiste na boca.
Enfim, chega de romantismo e história. Estamos na América do Sul no pleno século XXI.
Em nosso processo de fermentação, adicionamos leveduras químicas ao mosto e tentamos controlar, sem muito sucesso, uma temperatura constante para que a fermentação pudesse acontecer normalmente.
A temperatura tem influência direta no resultado final e com o tempo e os recursos limitados que temos, vamos aprendendo como controlar mais essa variável.
Neste dia, apreciamos o conhecimento e paciência do Sr. Leonardo, que dedicou um pouco do seu tempo para nos ensinar um pouco sobre refrigeração e com quais elementos podemos contar.
Aula concluída , lição aprendida.
O mosto foi drenado para outro recipiente e agora repousa por mais sete dias, também sobre temperatura controlada, agora mais fácil de atingir, que é 1C.
Próximo post em breve, “A maturação”. PROST !
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